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Margem, ponto de equilíbrio e precificação

Faturamento não é ganho: custo variável, custo fixo, margem de contribuição, ponto de equilíbrio, lucro contra caixa e as três observações sobre preço que valem dinheiro.

Augusto VillelaLeitura de 5 minAula 34 de 40Livro: Parte V, cap. 17 (17.3 a 17.6)

Resumo da aula

  • Faturamento não é ganho. Margem de contribuição é preço menos custo variável.
  • Ponto de equilíbrio é custo fixo dividido por essa margem. Lucro não é caixa. Desconto come o lucro, não o preço. Manter cliente custa menos que conquistar.

Neste artigo

  1. Custo variável e custo fixo
  2. Margem de contribuição e ponto de equilíbrio
  3. Lucro não é caixa
  4. Três jeitos de definir preço
  5. Desconto come o lucro, não o preço
  6. Manter custa menos que conquistar
  7. Escreva o cenário em que dá errado

O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo, os quizzes e as missões estão no curso, e o método completo, no livro.

Perguntas frequentes

Como calcular o ponto de equilíbrio de um pequeno negócio?

Primeiro separe os custos. Custo variável cresce com a venda, como matéria-prima, embalagem e taxa de cartão. Custo fixo chega todo mês de qualquer jeito, como aluguel e sistema. A margem de contribuição é o preço menos o custo variável, e o ponto de equilíbrio é o custo fixo dividido por essa margem. No exemplo do brigadeiro vendido a R$ 5, com R$ 2 de custo variável, sobram R$ 3 por unidade; com R$ 600 de custo fixo por mês, são 200 brigadeiros para empatar. O 201º é o primeiro que coloca dinheiro no bolso. Com esse número, você para de sentir e começa a contar.

Como definir o preço de um produto ou serviço?

Há três jeitos. Por custo: somar o custo e acrescentar uma margem, o que é seguro, mas ignora quanto o cliente pagaria e costuma deixar dinheiro na mesa. Por concorrência: olhar o mercado e se posicionar, útil como referência, mas perigoso como método, porque você pode copiar o preço de quem está perdendo dinheiro. Por valor percebido: quanto vale, para o cliente, o problema resolvido, a abordagem mais rentável e a mais difícil, porque exige entender o cliente de verdade. Lembre também que preço comunica: preço muito baixo gera desconfiança sobre a qualidade e atrai quem vai embora no primeiro desconto maior.

Dar desconto ajuda a vender mais e ganhar mais?

Muitas vezes, não. O desconto come o lucro, não o preço. Se você vende por R$ 100 e sobram R$ 20 depois de pagar tudo, um desconto de R$ 10 não tira 10% do ganho: tira metade, porque os custos continuam os mesmos. Faça essa conta antes de negociar. O raciocínio inverso também vale: aumentar o preço reduz volume, mas pode aumentar o lucro, porque, se um aumento de 10% fizer perder 10% dos clientes, a receita fica parecida e você gasta e trabalha menos. E não esqueça que lucro não é caixa: vender a prazo e pagar fornecedor à vista pode quebrar um negócio lucrativo no papel.

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Material do curso Conexões de Sucesso — Formação para o Mundo Real, de Augusto Villela.← Voltar ao Blog
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