As cinco falácias que você encontra toda semana
Correlação como causa, autoridade fora de contexto, falso dilema, generalização apressada e ataque à pessoa: como reconhecer cada uma vestida de conversa normal e a pergunta que a desarma.
Resumo da aula
- Falácia é defeito de raciocínio com cara de argumento. Cinco delas cobrem quase tudo. Cada uma tem uma pergunta que desarma.
- O viés do sobrevivente é o que mais custa dinheiro a jovens.
- O ataque à pessoa revela que faltou resposta.
Neste artigo
- O que é uma falácia
- 1. Correlação apresentada como causa
- 2. Apelo à autoridade fora de contexto
- 3. Falso dilema
- 4. Generalização apressada e viés do sobrevivente
- 5. Ataque à pessoa
- As cinco cartas na mão
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Perguntas frequentes
Quais são as falácias mais comuns no dia a dia?
Cinco falácias cobrem a maior parte do que aparece na vida real. Correlação apresentada como causa: duas coisas acontecem juntas e alguém conclui que uma causou a outra. Apelo à autoridade fora de contexto: alguém competente numa área opinando em outra. Falso dilema: o assunto aparece com duas saídas quando existem várias. Generalização apressada: dois casos de sucesso viram regra. E ataque à pessoa: em vez de responder ao argumento, desqualifica-se quem o fez. Falácia é um defeito de raciocínio com forma de argumento bom, e não chega com placa de aviso; por isso vale passar as cinco também pelo seu próprio raciocínio.
O que é viés do sobrevivente?
É o efeito de enxergar só quem deu certo e tirar daí uma regra. Você conhece os dois que enriqueceram com um negócio na internet ou largaram a faculdade e prosperaram porque eles dão entrevista, gravam vídeo e vendem curso. Os 500 que tentaram a mesma coisa e quebraram voltaram a trabalhar em silêncio e não viram conteúdo. O feed mostra quem sobreviveu, porque quem sobreviveu tem história para contar, e quase toda a literatura de sucesso financeiro sofre disso. É a falácia que mais destrói o patrimônio de jovens. Diante de casos de sucesso, pergunte: quantos tentaram, e onde estão os que não conseguiram?
Correlação é a mesma coisa que causa?
Não. Duas coisas podem subir juntas sem que uma cause a outra. O exemplo clássico: consumo de sorvete e afogamentos aumentam ao mesmo tempo, mas sorvete não afoga ninguém; no calor, mais gente toma sorvete e mais gente entra na água. Há uma terceira variável por trás. Em outro caso, quem faz cursinho passa mais no vestibular, mas também costuma ter mais tempo livre e uma família que pode pagar. Para desarmar essa falácia, pergunte se existe algo por trás explicando os dois fenômenos e se a causa pode ser o inverso do que dizem.
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