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Um jeito de desfazer

Git como rede de segurança do trabalho com agentes, revisão do que ninguém pediu e a esteira de integração e entrega contínuas, com a prova de qualidade promovida a portão e a liberação gradual.

Augusto VillelaLeitura de 9 minAula 16 de 25Livro: Capítulos 26 e 31

Resumo da aula

  • O agente escreve depressa, e o processo em volta dele precisa conseguir desfazer qualquer coisa que ele fez.
  • Commit, ramo, pull request e merge tornam o erro reversível, visível e atribuível.
  • Mudança pequena se revisa; mudança grande se aprova sem ler.
  • A revisão pergunta o que mudou que ninguém pediu, e o segredo continua fora do código.

Neste artigo

  1. A mudança que ninguém pediu
  2. O degrau do harness
  3. Commit: a fotografia datada
  4. Ramo: o galho que se pode cortar
  5. Pull request: reversível, visível e atribuível
  6. Por que quatrocentas linhas não se revisam
  7. O que mudou que eu não pedi?
  8. Trinta linhas e o parecer que sumiu
  9. A esteira que duvida
  10. Do teste comum à prova com gabarito
  11. O portão que se recusa a decidir sem gabarito
  12. O último portão é humano, e a liberação é gradual

O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e o material de apoio ficam no curso, e o método completo, no livro.

Perguntas frequentes

Como revisar com segurança o código escrito por um agente de IA?

Pedindo mudanças pequenas e perguntando o que mudou que você não pediu. No exemplo do livro, um agente alterou quatrocentas e doze linhas em onze arquivos; a desenvolvedora leu cinquenta e aceitou o resto, e uma reescrita da função que escondia nomes passou a expor dados de clientes. Três hábitos resolvem a maior parte: uma intenção por pedido, limite explícito de escopo e um ramo por pedido. Na revisão, a lista de arquivos alterados mostra em segundos o que saiu do pedido, e teste alterado exige justificativa. Pedir ao próprio agente que revise tende a produzir uma aprovação, porque ele confirma o raciocínio que acabou de fazer.

Por que usar Git e pull request ao trabalhar com agentes de código?

Porque quem escreve código com um agente precisa, antes de tudo, de um jeito de desfazer o que ele fez. O commit é uma fotografia datada, com autor e explicação, e qualquer versão antiga pode ser recuperada. O ramo é uma linha de trabalho separada do tronco, onde o agente experimenta sem afetar o sistema que funciona. O pull request é o pedido formal para juntar o ramo ao principal, com a diferença linha a linha, verificações automáticas e registro de quem aprovou. Juntos, tornam o erro reversível, visível e atribuível. E apagar uma chave vazada num novo commit não resolve: ela continua no histórico, então troque a credencial primeiro.

O que é um portão de avaliação num pipeline de CI/CD para sistemas de IA?

É um estágio da esteira de integração e entrega contínuas que roda o conjunto de avaliação com gabarito a cada mudança e reprova a que piora a qualidade. Testes comuns verificam mecanismo; uma mudança pode passar em todos e ainda fazer o assistente parar de achar um documento importante. No laboratório do livro, o portão mede a busca contra catorze perguntas e aprova com mínimo de 0,90. O detalhe central: ele recusa gabarito ausente ou com menos de dez perguntas antes de calcular, porque um portão que lê arquivo vazio aprova tudo. Prove que ele sabe falhar sabotando a busca num ramo descartável. O último portão antes da consequência continua humano.

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Material do curso A Segunda Onda da IA, de Augusto Villela.← Voltar ao Blog
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