A segunda onda
Por que um bom prompt não basta mais: o teto da conversa, os sistemas compostos de IA e a escada de cinco degraus que organiza o curso inteiro.
Resumo da aula
- A primeira onda pôs uma ferramenta poderosa numa caixa de texto e deixou você fazer o resto: lembrar, integrar, conferir, executar e registrar.
- O teto da conversa aparece quando uma pessoa só faz esses cinco papéis ao mesmo tempo, por falta de estrutura.
- A segunda onda não é um modelo melhor; é um sistema composto em volta do modelo, que divide esse trabalho sem tirar de você as decisões que têm consequência.
Neste artigo
- Uma conversa fazendo o trabalho de um sistema
- Quem conduz o curso, e com que prova
- Seis pessoas, seis problemas
- O teto da conversa: cinco chapéus na mesma cabeça
- A segunda onda é um sistema, não um modelo melhor
- O sistema composto no escritório de Helena
- A escada: prompt e contexto
- O harness, o arreio do modelo
- Laço e grafo: agir, conferir, parar e organizar
- Os degraus se acumulam, não se substituem
- Cinco princípios que vieram de erros reais
O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e o material de apoio ficam no curso, e o método completo, no livro.
Perguntas frequentes
Por que um bom prompt não basta mais para usar IA no trabalho?
Porque o limite deixou de estar no pedido e passou a estar em volta dele. Quem já pede bem esbarra no que o livro chama de teto da conversa: toda conversa começa quase do zero, e a pessoa vira ao mesmo tempo a memória, a integração entre sistemas, o controle de qualidade, o executor e o único registro do que aconteceu. Um prompt melhor não tira nenhum desses papéis de cima dela. O que falta é um lugar onde as regras fiquem escritas uma vez, a informação seja consultada sem passar pelas mãos da pessoa e cada passo fique registrado.
O que é um sistema composto de IA?
É um conjunto de peças trabalhando juntas em volta do modelo de linguagem, em vez de um modelo respondendo sozinho numa caixa de texto. A expressão ganhou força em fevereiro de 2024, num texto de pesquisadores de Berkeley e da indústria sobre a passagem dos modelos para os sistemas compostos: os melhores resultados vinham de várias chamadas ao modelo, busca em fontes próprias, ferramentas externas e etapas de verificação. Num escritório, isso significa regras escritas uma vez, consulta à base com indicação de fonte, leitura da agenda sem poder de escrita, rascunho aprovado por uma pessoa, registro de cada passo e perguntas de teste periódicas.
Quais são os cinco degraus da escada da segunda onda da IA?
São prompt, contexto, harness, laço e grafo, e cada um responde a uma pergunta. O prompt pergunta o que eu peço. O contexto, o que o modelo precisa saber e em que ordem. O harness, palavra inglesa para arreio, é o programa em volta do modelo que decide ferramentas, permissões, memória, ambiente e registro. O laço trata de como o agente age, confere e para. O grafo organiza vários ciclos e várias pessoas num desenho de etapas ligadas por condições, com estado que se salva e se audita. Os degraus se acumulam: um bom grafo continua dependendo de bons prompts, bom contexto e bom harness.
Ir direto para outra aula
- 1 A segunda onda
- 2 Do chatbot ao sistema que executa
- 3 Tudo o que não é o modelo
- 4 O contrato entre máquinas
- 5 O que a IA precisa saber
- 6 O modelo nunca aperta o botão
- 7 Achar pelo sentido
- 8 Prova com consulta
- 9 O que mora entre os documentos
- 10 A fonte vencida e o teste que sabe falhar
- 11 O agente e quem diz que ele terminou
- 12 Um processo que cabe num desenho
- 13 Peça ao modelo só o que só ele sabe
- 14 Dividir o trabalho, dividir o erro
- 15 Aprovar não é olhar
- 16 Um jeito de desfazer
- 17 Até onde o erro alcança
- 18 Quem acorda de madrugada
- 19 A fatura e o registro
- 20 Quando ninguém estiver calmo
- 21 Automação que erra igual e avisa
- 22 Todo texto pode soar como ordem
- 23 Um agente sem nome próprio
- 24 O dado que nunca precisou chegar
- 25 O sistema inteiro