Um processo que cabe num desenho
Nós, arestas e estado; checkpoint, retentativa e compensação cada um no seu lugar; Graph Engineering e o laboratório da equipe de agentes que espera a aprovação sem repetir nada.
Resumo da aula
- Um fluxo com etapas conhecidas vai para o desenho, e o modelo entra só onde precisa interpretar texto.
- O estado salvo a cada etapa permite cair, esperar uma pessoa e voltar sem repetir, desde que nada com efeito venha antes da pausa.
- A retentativa é para o que é passageiro, com teto declarado.
- E todo efeito no mundo declara o seu desfazer, começando pelo mais fácil de desfazer.
Neste artigo
- Do laço ao mapa
- Nós, arestas e o estado que viaja
- Arestas condicionais: onde o fluxo escolhe
- Checkpoint: o salvar jogo do processo
- O efeito antes da pergunta
- Retentativa: só para o que é passageiro
- Compensação: desfazer na ordem inversa
- Graph Engineering, e quando ela compensa
- O laboratório 52: aprovar amanhã, sem repetir nada
- A pausa, a retomada e a aprovação que não se repete
- A compensação provada de propósito
O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e o material de apoio ficam no curso, e o método completo, no livro.
Perguntas frequentes
O que é checkpoint num fluxo de agentes de IA?
É o retrato do estado do processo gravado depois de cada etapa, junto com o nome da próxima, como o salvar jogo do videogame. Se o processo cai, a execução recomeça do último retrato, não do princípio, e nada que já foi feito precisa ser refeito. O checkpoint também permite pausar para uma decisão humana sem prender um processo aberto por horas: o fluxo grava o estado, registra a pergunta e devolve o controle; quando a resposta chega, no mesmo dia ou dias depois, continua dali. Um cuidado: na retomada, a etapa interrompida roda de novo desde a primeira linha, então nada com efeito no mundo deve vir antes da pausa.
Quando usar retentativa e quando usar compensação num fluxo automatizado?
Retentativa é para falha passageira; compensação é para desfazer efeitos quando uma etapa posterior falha de vez. Um emissor de nota fora do ar por alguns minutos merece nova tentativa, com limite declarado e espera que cresce e leva um sorteio, para que muitos clientes não voltem juntos. Um cadastro inválido é falha permanente, e repetir só adia o erro. Quando os efeitos estão em sistemas diferentes, como estoque e emissão de nota, usa-se o padrão saga: cada etapa com efeito declara sua ação de desfazer, e as compensações rodam na ordem inversa. Compensar não apaga o passado, também é idempotente e, se falhar, vai para uma pessoa.
O que é Graph Engineering em sistemas de IA?
É a disciplina, nomeada no livro, de projetar o fluxo de um sistema de IA como um grafo explícito e testável: etapas com responsabilidade única, passagens com condição legível por código, um estado com esquema declarado e, para cada ponto de risco, o mecanismo certo, como checkpoint, retentativa, interrupção para decisão humana, compensação e critério de parada. Quem escolhe o caminho é código lendo o estado, mesmo quando o estado foi preenchido por um modelo. A prova de bom desenho é testar por partes: provocar uma queda, uma falha permanente, um cliente que não responde. Começa a compensar com o primeiro efeito que precisa ser desfeito ou a primeira espera longa.
Ir direto para outra aula
- 1 A segunda onda
- 2 Do chatbot ao sistema que executa
- 3 Tudo o que não é o modelo
- 4 O contrato entre máquinas
- 5 O que a IA precisa saber
- 6 O modelo nunca aperta o botão
- 7 Achar pelo sentido
- 8 Prova com consulta
- 9 O que mora entre os documentos
- 10 A fonte vencida e o teste que sabe falhar
- 11 O agente e quem diz que ele terminou
- 12 Um processo que cabe num desenho
- 13 Peça ao modelo só o que só ele sabe
- 14 Dividir o trabalho, dividir o erro
- 15 Aprovar não é olhar
- 16 Um jeito de desfazer
- 17 Até onde o erro alcança
- 18 Quem acorda de madrugada
- 19 A fatura e o registro
- 20 Quando ninguém estiver calmo
- 21 Automação que erra igual e avisa
- 22 Todo texto pode soar como ordem
- 23 Um agente sem nome próprio
- 24 O dado que nunca precisou chegar
- 25 O sistema inteiro