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Prova com consulta

Como funciona o RAG, os cinco modos de falha mesmo com fonte, o filtro de permissão antes da busca, a injeção indireta e o verificador que confere cada citação letra por letra.

Augusto VillelaLeitura de 11 minAula 8 de 25Livro: Capítulo 13 (e laboratório 48 completo)

Resumo da aula

  • O RAG é uma prova com consulta: indexar, recuperar, gerar.
  • Ele reduz a invenção e torna o erro encontrável, mas não garante verdade, e pode falhar de cinco jeitos mesmo com fonte: a base não tem, a busca não acha, o modelo lê mal, o documento está vencido ou dá ordens.
  • O filtro de permissão vem antes da busca, nunca depois.
  • E a citação só vira evidência conferível quando um código confere, letra por letra, num trecho que a pessoa pode ver e que o modelo de fato recebeu.

Neste artigo

  1. Depois que o trecho é achado
  2. A prova com consulta
  3. RAG não é garantia de verdade
  4. Quando a ficha falta
  5. Quando a ficha veio e mesmo assim deu errado
  6. O filtro de permissão vem antes da busca
  7. Documento que dá ordens
  8. Segundo quem?
  9. O teste negativo e a contraprova
  10. A resposta com fonte e a recusa
  11. Quebrar de propósito
  12. A decisão humana que nenhuma tela mostra

O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e o material de apoio ficam no curso, e o método completo, no livro.

Perguntas frequentes

O que é RAG e por que ele ainda erra mesmo citando fontes?

RAG, geração aumentada por recuperação, é a arquitetura em que o sistema busca trechos numa base e os entrega ao modelo junto com a pergunta, para que ele responda com base neles e cite de onde tirou cada afirmação. Funciona em três etapas: indexar, recuperar e gerar. Ele reduz a invenção, mas não a elimina, porque achar o trecho certo e usá-lo bem são eventos diferentes. O livro agrupa cinco modos de falha: a base não tem a resposta, a busca não trouxe o trecho certo, o modelo leu mal, o trecho está vencido ou o documento contém ordens. Citar a fonte não torna a frase verdadeira; torna o erro encontrável.

Por que o filtro de permissão deve vir antes da busca no RAG?

Porque filtrar depois expõe o que deveria ficar escondido. No caso do livro, um assistente de pareceres respondeu certo, mas citou um parecer de outro cliente a um associado sem acesso àquela pasta: a restrição existia na tela, não no índice. Buscar no índice inteiro e remover depois parece igual, mas não é: um erro no filtro final expõe tudo, a contagem de resultados revela que existe algo sobre o assunto, a ordem denuncia o que foi retirado e, se o modelo recebeu os trechos antes do filtro, o conteúdo proibido já entrou no contexto. Cada trecho precisa carregar o acervo a que pertence.

Como verificar se a citação feita por uma IA é verdadeira?

Com um verificador de citação escrito em código, sem inteligência artificial, que confere a resposta antes de ela sair. No laboratório do livro, ele checa se o trecho citado existe, se o acervo é permitido para quem perguntou, se o modelo de fato recebeu aquele trecho nesta pergunta, se a citação tem tamanho mínimo, se a frase está lá literalmente e se não é ela mesma uma instrução embutida. Uma falha basta para recusar a resposta inteira. A paráfrase é recusada mesmo quando está certa, porque não há como conferi-la por código, e aceitar citação parecida deixaria passar justamente a paráfrase que inverte o sentido.

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Material do curso A Segunda Onda da IA, de Augusto Villela.← Voltar ao Blog
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