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O que mora entre os documentos

Grafo de conhecimento, ontologia, extração com fila humana e GraphRAG: como achar o que não está escrito em nenhum trecho, mas nas relações entre eles, e quando isso compensa.

Augusto VillelaLeitura de 13 minAula 9 de 25Livro: Capítulos 14 e 15 (e laboratório do capítulo 49)

Resumo da aula

  • Há fatos que moram nas relações, e uma busca por trechos não os encontra: o conflito da Construtora Horizonte só aparece quando alguém liga as fichas.
  • Um grafo de conhecimento guarda essas ligações com tipo e direção, sobre uma ontologia leve que permite recusar o absurdo.
  • A extração por modelo dá escala, desde que tenha contrato, limiar de confiança, fila humana e proveniência em cada nó.
  • E o grafo precisa de dono e de data visível, porque grafo velho mente com autoridade.

Neste artigo

  1. Fatos que moram entre os documentos
  2. O quadro de cortiça com barbantes que têm nome
  3. Ontologia: o vocabulário combinado antes de desenhar
  4. A pergunta de Helena vira um caminho no quadro
  5. Extrair o grafo com trava: contrato, confiança e fila humana
  6. Resolução de entidades: um banco, três grafias
  7. Construir é caro uma vez; manter é caro para sempre
  8. A pergunta que é o formato do todo
  9. GraphRAG: grupos resumidos antes da pergunta
  10. Quando o GraphRAG não compensa
  11. O laboratório 49: a fila de Helena
  12. Uma linha na fila muda o acervo inteiro

O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e o material de apoio ficam no curso, e o método completo, no livro.

Perguntas frequentes

O que é um grafo de conhecimento e quando ele é melhor que a busca em documentos?

É o que se sabe guardado como uma rede de coisas e ligações, como o quadro de cortiça dos filmes policiais, só que cada barbante tem tipo e direção. As peças são nós, arestas, rótulos e propriedades. Ele resolve perguntas cuja resposta não está em nenhum trecho, mas nas relações entre documentos, como saber quais clientes de um escritório enfrentam a mesma parte contrária ou se uma empresa aparece como cliente num processo e adversária em outro. Uma busca por trechos devolve pedaços parecidos com a pergunta; o grafo percorre as ligações. O sistema avisa do possível conflito, mas quem decide é a pessoa que responde por isso.

O que é ontologia num grafo de conhecimento?

Ontologia é o vocabulário combinado antes de desenhar o grafo: que tipos de coisa existem e que ligação pode unir que tipo a que tipo. Para um escritório, uma ontologia leve cabe numa tabela curta de rótulos e tipos de relação, cada um com origem e destino permitidos. Ela não é burocracia: é o que permite ao sistema recusar um absurdo. Se o modelo que extrai dados das fichas disser que um processo cita uma padaria, a combinação é recusada, porque no vocabulário combinado processo só cita precedente. Sem ontologia, esse erro entraria no grafo calado. Ela também orienta decisões como o que vira nó e o que vira propriedade.

O que é GraphRAG e quando ele compensa?

GraphRAG é uma proposta da Microsoft Research, descrita por Edge e colegas em 2024, que organiza o acervo em grupos e resume cada grupo antes da pergunta. Um modelo extrai entidades e relações, um algoritmo encontra as comunidades e outro modelo resume cada uma; na consulta global, os resumos geram respostas parciais que viram uma síntese. Serve para perguntas sobre o formato do todo, como os grandes temas de um acervo inteiro. Mas o custo cresce com o acervo e volta a ser pago quando ele muda. Vale testar só com pergunta global frequente e acervo estável, sempre medindo contra a busca comum, que resolve mais barato as perguntas de um fato só.

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Material do curso A Segunda Onda da IA, de Augusto Villela.← Voltar ao Blog
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