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Do chatbot ao sistema que executa

Copiloto, automação, workflow e agente se distinguem por quem decide o próximo passo; capacidade não é permissão; e todo fluxo barato consome algum estoque, com atraso.

Augusto VillelaLeitura de 11 minAula 2 de 25Livro: Capítulos 2 e 3

Resumo da aula

  • Copiloto, automação, workflow e agente se distinguem por quem decide o próximo passo.
  • No agente, quem decide é o modelo, e por isso ele é o mais flexível, o mais caro de vigiar e o mais fácil de comprar sem precisar.
  • Capacidade não é permissão, e permissão se aplica por mecanismo, não por instrução.
  • Para Caio, a resposta de hoje é um workflow com o modelo numa etapa só e uma pessoa antes da consequência.

Neste artigo

  1. A demonstração que encantou Caio
  2. Quatro categorias vendidas com o mesmo rótulo
  3. A receita e o cozinheiro: workflow e agente
  4. Quatro soluções para os pedidos de Caio
  5. Por que o workflow ganha hoje
  6. Capacidade não é permissão
  7. Beatriz e as mensagens que ninguém lia
  8. O primeiro olhar: para dentro da tarefa
  9. O segundo olhar: estoque, fluxo e a caixa d'água
  10. Laços de realimentação e o atraso que engana
  11. A segunda versão do alerta

O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e o material de apoio ficam no curso, e o método completo, no livro.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre copiloto, automação, workflow e agente de IA?

A diferença está em quem decide o próximo passo. No copiloto, o modelo sugere e a pessoa decide e executa. Na automação determinística, uma regra fixa decide e executa, sem modelo de linguagem, e faz sempre o mesmo diante da mesma entrada. No workflow, alguém desenhou o caminho e o modelo aparece só em etapas determinadas, como ler texto livre. No agente, o modelo recebe um objetivo, escolhe a ferramenta, observa o resultado e decide se continua, muda de rumo ou para. São pontos numa mesma régua de autonomia, e subir nela troca previsibilidade por flexibilidade.

Quando um agente de IA é a escolha errada e um workflow resolve melhor?

Quando o caminho já é conhecido, a incerteza está concentrada num ponto só e o erro custa caro. No caso da distribuidora de hortifrúti do livro, os pedidos chegam por vários canais em texto livre, mas o resto é regra: conferir catálogo e estoque, aprovar e confirmar. Um workflow com o modelo numa única etapa, a leitura, e uma pessoa antes da confirmação vence o agente que negocia sozinho. O livro lista outros sinais contra o agente: nada a testar, volume baixo, custo que precisa ser previsível e decisão que exige responsável com nome. O agente faz sentido quando o caminho depende do que se descobre no meio.

Por que uma automação com IA que funciona perfeitamente pode piorar o resultado com o tempo?

Porque fluxo barato drena estoques que dependem de gente, e o efeito aparece com atraso. No exemplo do livro, uma rede de escolas passou a enviar uma mensagem gerada por IA a cada falta registrada. Cada peça funcionou, mas algumas famílias recebiam quatro ou cinco mensagens por semana, silenciaram o número da escola e a frequência piorou. A atenção das famílias era o estoque, e cada mensagem gastava um pouco dele. O painel mostrava entrega perto de cem por cento, medindo o fluxo e não o efeito. Todo sistema com IA precisa de ao menos um indicador de resultado e um de saturação.

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  1. 1 A segunda onda
  2. 2 Do chatbot ao sistema que executa
  3. 3 Tudo o que não é o modelo
  4. 4 O contrato entre máquinas
  5. 5 O que a IA precisa saber
  6. 6 O modelo nunca aperta o botão
  7. 7 Achar pelo sentido
  8. 8 Prova com consulta
  9. 9 O que mora entre os documentos
  10. 10 A fonte vencida e o teste que sabe falhar
  11. 11 O agente e quem diz que ele terminou
  12. 12 Um processo que cabe num desenho
  13. 13 Peça ao modelo só o que só ele sabe
  14. 14 Dividir o trabalho, dividir o erro
  15. 15 Aprovar não é olhar
  16. 16 Um jeito de desfazer
  17. 17 Até onde o erro alcança
  18. 18 Quem acorda de madrugada
  19. 19 A fatura e o registro
  20. 20 Quando ninguém estiver calmo
  21. 21 Automação que erra igual e avisa
  22. 22 Todo texto pode soar como ordem
  23. 23 Um agente sem nome próprio
  24. 24 O dado que nunca precisou chegar
  25. 25 O sistema inteiro
Material do curso A Segunda Onda da IA, de Augusto Villela.← Voltar ao Blog
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