O homem e a cidade: liberdade e responsabilidade
A liberdade transfere a conta para o seu nome. Sartre, Fromm e Dostoiévski sobre o medo de ser livre; Sowell sobre a mentalidade de vítima e quem decide sem pagar; Acton, Reagan, Thatcher e Rand; e, na praça, o casaco do estádio, a tirania da maioria, a crítica ao socialismo com Hayek, a militância de dois pesos, Burke e a vítima no centro.
Resumo da aula
- A liberdade é a conta da própria vida passada para o seu nome, e por isso tanta gente foge dela.
- A mentalidade de vítima é uma desvantagem a mais, embrulhada como consolo, e quem decide sem pagar o preço do erro não tem incentivo para corrigi-lo. Liberdade sem virtude apodrece em licença.
- Na praça, a maioria escolhe quem governa, mas não define o que é certo.
- Desconfie do paraíso pago pelos outros, da militância de dois pesos e da verdade recortada.
Neste artigo
- A conta no seu nome
- O medo à liberdade
- Sowell e a desvantagem espiritual
- Quem decide sem pagar
- A liberdade exige virtude
- Honrar quem produz sem desprezar quem precisa
- O casaco do estádio e a maioria
- O paraíso pago pelos outros
- A militância e a moral de dois pesos
- Reforma, verdade recortada e a vítima no centro
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Perguntas frequentes
Qual a relação entre liberdade e responsabilidade?
São dois lados da mesma moeda: a liberdade transfere a conta da própria vida para o seu nome. Enquanto alguém manda em você, há sempre um álibi; quando ninguém manda, o álibi some. Por isso tanta gente foge dela. Sartre disse que o homem está condenado a ser livre; Erich Fromm, em O Medo à Liberdade, descreveu multidões que se entregaram a tiranos para não responder por si; Dostoiévski, na lenda do Grande Inquisidor, mostrou a liberdade trocada por pão e sossego. Lord Acton completa: liberdade não é fazer o que se gosta, mas o direito de fazer o que se deve. Sem virtude, apodrece em licença.
O que Thomas Sowell diz sobre a mentalidade de vítima?
Thomas Sowell, economista americano negro, criado pobre no Harlem e marxista na juventude, mudou de lado pelos dados, não pela propaganda. Para ele, ser vítima é um fato; o vitimismo é transformar esse fato em identidade e em desculpa para não agir. Quem se convence de que é só vítima entrega o volante da vida a quem considera culpado e abre mão do único poder que ninguém tira: agir sobre si. Essa mentalidade costuma ser instalada de fora, por quem se apresenta como salvador. Em The Vision of the Anointed, Sowell acrescenta que é fácil persistir no erro quando o custo dele é pago pelos outros.
Por que o livro critica o socialismo?
Porque desconfia de quem promete o paraíso com o dinheiro e a liberdade dos outros, e o socialismo foi a forma mais organizada dessa promessa. Com Olavo de Carvalho como guia, o livro mostra que a estrutura divide o mundo em opressores e oprimidos e transforma o ressentimento em virtude. Friedrich Hayek explicou o problema prático: nenhuma autoridade central sabe o bastante, porque o conhecimento está espalhado em milhões de pessoas e circula pelos preços. Margaret Thatcher disse que os governos socialistas acabam ficando sem o dinheiro dos outros. O século XX colheu partido único, censura, fome e perseguição. A crítica é ao sistema, não ao pobre nem à caridade.
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- 3 A força do bom
- 4 Os dias iguais e os dez segundos
- 5 A cidadela interior
- 6 O corpo que lhe foi confiado
- 7 A mente é um jardim
- 8 A mesa em que você se senta
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- 10 Como tratar as pessoas
- 11 Quem forma alguém
- 12 A aliança administrada
- 13 Competência antes da paixão
- 14 Dinheiro: servo, não senhor
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- 16 Quando tudo der errado
- 17 Pensar sem ser enganado
- 18 O homem e a cidade: liberdade e responsabilidade
- 19 A mentira que contamos a nós mesmos
- 20 Hoje é o milagre
- 21 Para que você foi feito
- 22 A morte como conselheira
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