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Som, música e voz

Por que o som é metade do vídeo, como pedir trilha ao Lyria com decisões e na duração exata, a regra da locução, as três famílias de voz do Google e a linha que não se cruza com a voz de outra pessoa.

Augusto VillelaLeitura de 5 minAula 19 de 25Livro: Capítulo 28

Resumo da aula

  • Som não é enfeite: é a metade do vídeo que diz como sentir.
  • Peça trilha com decisões, e não com adjetivos, e no tamanho exato da peça.
  • Se houver locução, deixe a faixa média livre.
  • Trate a voz como o que ela é, um dado que identifica uma pessoa: a sua, você decide; a de outra pessoa exige autorização escrita; e fazer alguém dizer o que não disse não tem versão aceitável.

Neste artigo

  1. Som é metade do vídeo
  2. O teste do som e da imagem
  3. Lyria: trilha do tamanho exato da peça
  4. Pedir trilha com decisões
  5. A trilha não compete com a voz
  6. Quando não gerar música
  7. Voz: três coisas diferentes
  8. A linha da voz
  9. Voz é biometria
  10. Três consequências e a voz do dono

O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e o material de apoio ficam no curso, e o método completo, no livro.

Perguntas frequentes

Como pedir uma trilha sonora para vídeo a uma IA de música?

Peça com decisões, não com adjetivos, porque algo alegre e moderno leva ao genérico. Defina a função da trilha: sustentar, marcar ritmo, criar tensão ou dar respiro. Descreva a instrumentação de verdade, como violão dedilhado e um baixo discreto, em vez de só acústico. Indique andamento e energia, diga se tem voz e peça a duração exata da peça, para a faixa terminar resolvida em vez de cortada no meio. Se houver locução por cima, peça uma trilha de fundo, sem vocais e sem melodia forte na faixa média, que é onde mora a voz humana. Ouça com atenção antes de publicar.

Posso clonar a voz de outra pessoa com inteligência artificial?

Só com autorização explícita e por escrito, sem exceção, nem para mãe, sócio ou só de teste. Clonar a própria voz é decisão sua e faz sentido para narrar uma série ou para acessibilidade. Fazer alguém dizer o que não disse não tem versão aceitável. A voz identifica uma pessoa como uma impressão digital, e a LGPD trata dado biométrico como dado pessoal sensível. Não use áudio de terceiro como referência, nem de WhatsApp ou de reunião, que costuma ter outras pessoas dentro. Guarde a autorização, que vale mais que o arquivo, e declare quando a voz sintética puder passar por real. Em caso concreto, consulte um advogado.

Quando é melhor não usar música gerada por IA no vídeo?

Quando o vídeo vai ser monetizado e você ainda não leu os termos de uso comercial, porque as regras para música gerada mudam e cada plataforma de vídeo tem as suas. Também quando existe uma trilha licenciada que resolve, já que um banco de música pode ser mais rápido e mais seguro do ponto de vista jurídico. E nunca peça uma música no estilo de uma canção famosa. Para negócio pequeno, vale outra lembrança: antes de pensar em locução sintética, experimente a voz do dono, gravada no celular. Ela costuma convencer mais. Em qualquer caso, a trilha deve entrar no planejamento desde o briefing, e não como última etapa.

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Material do curso Google AI na Prática, de Augusto Villela.← Voltar ao Blog
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