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Da IA que responde à IA que age

A diferença entre IA, modelo, modelo de linguagem e agente, os cinco papéis que a IA ocupa no trabalho, as três proteções para quando ela passa a agir e as três perguntas que decidem onde cada tarefa entra.

Augusto VillelaLeitura de 6 minAula 1 de 25Livro: Capítulo 1

Resumo da aula

  • A IA pode ocupar cinco papéis no trabalho: assistente, pesquisador, analista, operador e agente. A maior parte das pessoas para no primeiro.
  • Subir os degraus vale a pena, desde que cada um venha com permissão mínima, aprovação humana no que não volta atrás e um plano B.
  • Antes de delegar qualquer coisa, a pergunta que protege você é: eu saberia perceber o erro?

Neste artigo

  1. A pergunta mudou
  2. Três palavras que não são sinônimos
  3. O motor e o carro
  4. Os cinco papéis da IA no trabalho
  5. Subir o degrau: o ganho e o risco
  6. Três proteções antes de deixar agir
  7. Três perguntas para decidir onde a tarefa entra
  8. Quando nenhum degrau serve

O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e o material de apoio ficam no curso, e o método completo, no livro.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre inteligência artificial, modelo de linguagem e agente de IA?

Inteligência artificial é o campo inteiro da computação que cria sistemas capazes de compreender linguagem, reconhecer imagens, aprender padrões e tomar decisões. Dentro dele está o modelo, o sistema treinado que produz o resultado. Um tipo de modelo é o LLM, o grande modelo de linguagem, treinado com muito texto para compreender e gerar conteúdo. O aplicativo que você abre é o produto, com tela, histórico e arquivos em volta do modelo. Já o agente recebe um objetivo, decide as etapas, usa ferramentas, confere o resultado e continua até chegar lá. Em resumo: o modelo pensa e gera, o agente age.

Quais cuidados tomar antes de deixar uma IA executar tarefas sozinha?

Três proteções precisam estar no lugar. A primeira é permissão explícita: a ferramenta só alcança o que você autorizou, e nunca se autoriza tudo para descobrir depois do que ela precisava. A segunda é aprovação humana para o que não volta atrás, como enviar, publicar, comprar, apagar ou pagar. Se a ferramenta pede confirmação antes dessas ações, não desligue isso por pressa. A terceira é ter uma alternativa manual, porque automação sem plano B vira dependência. A regra que junta as três: quanto mais irreversível a ação, mais humano precisa haver na frente dela.

Como saber se uma tarefa pode ser delegada para a IA?

Faça três perguntas, nesta ordem. O que eu quero de volta: um texto, uma informação, uma decisão ou uma coisa feita? Se é uma coisa feita, a IA está saindo do papel de assistente. O que pode dar errado, e isso volta atrás? Se volta, dá para soltar a rédea; se não volta, ponha a sua aprovação no meio. A terceira é a mais importante: eu saberia perceber o erro? Se você não domina o assunto o bastante para farejar uma resposta errada, não delegue a execução. Delegue o rascunho e revise você mesmo, porque a IA erra com muita confiança.

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Material do curso Google AI na Prática, de Augusto Villela.← Voltar ao Blog
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