Pedir bem e conversar até acertar
Prompt é instrução de trabalho, não senha mágica: as partes de um bom pedido, o que funciona e o que é folclore, o ciclo tentativa, diagnóstico e pedido melhor, a higiene de conversa e as três camadas de confiança.
Resumo da aula
- Pedido bom é instrução de trabalho, não senha mágica.
- Quando o resultado decepciona, quase sempre faltou uma parte do pedido, e as que mais faltam são formato e regras.
- Funciona o que acrescenta informação, como exemplos, documento, formato e restrição; não funciona o que acrescenta emoção.
- A primeira resposta é só a primeira versão: dê nome ao defeito antes de pedir de novo e nunca escreva “melhore”.
Neste artigo
- Dois pedidos para a mesma tarefa
- Instrução de trabalho tem anatomia
- Exemplos e critério de sucesso
- Comandos mágicos: informação, não emoção
- A persona e o pedido que inclui coisas
- O “melhore” à meia-noite
- Tentativa, diagnóstico e pedido melhor
- O defeito mais a correção
- Higiene de conversa
- As três camadas de confiança
O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e o material de apoio ficam no curso, e o método completo, no livro.
Perguntas frequentes
Como escrever um bom prompt para a IA?
Trate o prompt como instrução de trabalho, não como senha mágica. Um pedido completo pode ter sete blocos: função, objetivo, contexto, regras, estilo, formato e tarefa. Em pedido curto, dois ou três resolvem. Os que mais fazem falta são o formato, que diz como a resposta deve chegar, e as regras, que dizem o que não pode acontecer. Quando você não declara algo, o modelo decide pelo caminho mais comum, e o resultado sai genérico. Um ou dois exemplos do que você considera bom e um critério de sucesso que dê para conferir também melhoram muito o resultado.
Prometer recompensa ou dizer que é urgente melhora a resposta da IA?
Não. A régua é simples: funciona o que acrescenta informação e não funciona o que acrescenta emoção. Prometer gorjeta ou dizer que o assunto é muito importante para a sua carreira é folclore. Dizer o formato exato da saída, anexar o documento em vez de descrevê-lo, dar exemplos e dizer o que não fazer funcionam, porque restrição é informação. Pedir que a IA aja como um especialista mundial é quase inútil; dizer especialista em quê e para quem muda o resultado. E uma persona muda o vocabulário e o tom, não dá competência nova ao modelo.
O que fazer quando a resposta da IA não ficou boa?
Não escreva apenas melhore, porque ela muda sem saber para onde. Siga o ciclo de tentativa, diagnóstico e pedido melhor. Antes de pedir de novo, dê nome ao defeito: genérico, prolixo, tom errado, inventou, fora do alvo ou raso. Cada defeito aponta a parte que faltou no pedido, como contexto, formato, estilo ou regras. O pedido melhor traz o defeito nomeado e a correção, com público, fatos concretos e um critério verificável. Se a conversa ficou poluída, abra outra com um resumo do que já foi decidido. Lá pela terceira ou quarta tentativa, avalie se o problema não é falta de material.
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