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Marca e comunicação

Conhecimento não comunicado não tem valor econômico. Marca como multiplicação de competência, reputação, confiança e distribuição; posicionamento como exclusão; constância modesta; clareza, narrativa e objeção antecipada; negociação por interesses; e o teste que separa persuasão de manipulação.

Augusto VillelaLeitura de 5 minAula 20 de 25Livro: Capítulos 39 e 40

Resumo da aula

  • A sua marca é o que dizem de você quando você não está na sala, e ela é uma multiplicação: competência, reputação, confiança e distribuição, em que um fator nulo apaga o resto.
  • Posicionar-se é escolher o que não ser, e constância modesta vence intensidade seguida de sumiço.
  • A comunicação é a porta por onde passa tudo o que você sabe: conclusão primeiro, uma ideia por frase, um quinto a menos, o cliente como protagonista e a objeção mais forte respondida antes.
  • Na negociação, interesses em vez de posições, uma alternativa preparada e mais variáveis que o preço.

Neste artigo

  1. Quero vinte por cento de desconto
  2. Saber muito não basta
  3. Marca é multiplicação, não estética
  4. O que dizem quando você não está na sala
  5. Posicionamento é exclusão
  6. Constância modesta e marca sem exposição
  7. Clareza antes de tudo
  8. Histórias e a objeção antecipada
  9. Negociar: a alternativa e o bolo maior
  10. Persuasão ou manipulação

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Perguntas frequentes

O que é marca pessoal?

Marca pessoal é a opinião que os outros têm de você e o quanto ela circula: o que se diz de você quando você não está na sala, multiplicado pelo alcance dessa conversa. Logotipo, paleta e foto bem produzida são embalagem. A marca é uma multiplicação de competência, reputação, confiança e distribuição, e um fator nulo apaga o resto. Ela se constrói por acúmulo de sinais coerentes: vinte posts numa semana e silêncio por um ano é nada. Quem detesta se expor pode deixar aparecer o trabalho em vez da pessoa, construir reputação em círculos profissionais ou construir a marca da empresa.

Como negociar um pedido de desconto?

Pergunte pelo interesse antes de discutir o número. Diante de um “quero vinte por cento de desconto”, a maioria cede ou endurece, e as duas respostas aceitam o terreno do outro: o preço. Só que o pedido é uma posição, e por trás de toda posição existe um interesse. É o modelo de Fisher e Ury. Antes da negociação, escreva a sua alternativa se não houver acordo, a sua faixa e o ponto de desistência. Amplie o bolo antes de dividir: quase toda negociação tem mais variáveis do que o preço. E quem tem reserva financeira pode dizer não, o que também é ferramenta de negociação.

Qual a diferença entre persuasão e manipulação?

A técnica é a mesma nos dois casos; o que muda é a informação, o interesse e o respeito pela autonomia do outro. O teste é simples e severo: você ficaria confortável se a outra pessoa soubesse exatamente o que você está fazendo, e por quê? Se a técnica só funciona escondida, é manipulação. Vender bem é perguntar mais do que falar, entender o problema antes de propor e dizer quando não serve. Quem aceita perder a venda inadequada acaba vendendo mais, porque constrói confiança. E, para quem não se comove com o argumento moral, há o prático: quem manipula constrói uma dívida que um dia vence.

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  20. 20 Marca e comunicação
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Material do curso O Homem Contemporâneo, de Augusto Villela.← Voltar ao Blog
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