Marca e comunicação
Conhecimento não comunicado não tem valor econômico. Marca como multiplicação de competência, reputação, confiança e distribuição; posicionamento como exclusão; constância modesta; clareza, narrativa e objeção antecipada; negociação por interesses; e o teste que separa persuasão de manipulação.
Resumo da aula
- A sua marca é o que dizem de você quando você não está na sala, e ela é uma multiplicação: competência, reputação, confiança e distribuição, em que um fator nulo apaga o resto.
- Posicionar-se é escolher o que não ser, e constância modesta vence intensidade seguida de sumiço.
- A comunicação é a porta por onde passa tudo o que você sabe: conclusão primeiro, uma ideia por frase, um quinto a menos, o cliente como protagonista e a objeção mais forte respondida antes.
- Na negociação, interesses em vez de posições, uma alternativa preparada e mais variáveis que o preço.
Neste artigo
- Quero vinte por cento de desconto
- Saber muito não basta
- Marca é multiplicação, não estética
- O que dizem quando você não está na sala
- Posicionamento é exclusão
- Constância modesta e marca sem exposição
- Clareza antes de tudo
- Histórias e a objeção antecipada
- Negociar: a alternativa e o bolo maior
- Persuasão ou manipulação
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Perguntas frequentes
O que é marca pessoal?
Marca pessoal é a opinião que os outros têm de você e o quanto ela circula: o que se diz de você quando você não está na sala, multiplicado pelo alcance dessa conversa. Logotipo, paleta e foto bem produzida são embalagem. A marca é uma multiplicação de competência, reputação, confiança e distribuição, e um fator nulo apaga o resto. Ela se constrói por acúmulo de sinais coerentes: vinte posts numa semana e silêncio por um ano é nada. Quem detesta se expor pode deixar aparecer o trabalho em vez da pessoa, construir reputação em círculos profissionais ou construir a marca da empresa.
Como negociar um pedido de desconto?
Pergunte pelo interesse antes de discutir o número. Diante de um “quero vinte por cento de desconto”, a maioria cede ou endurece, e as duas respostas aceitam o terreno do outro: o preço. Só que o pedido é uma posição, e por trás de toda posição existe um interesse. É o modelo de Fisher e Ury. Antes da negociação, escreva a sua alternativa se não houver acordo, a sua faixa e o ponto de desistência. Amplie o bolo antes de dividir: quase toda negociação tem mais variáveis do que o preço. E quem tem reserva financeira pode dizer não, o que também é ferramenta de negociação.
Qual a diferença entre persuasão e manipulação?
A técnica é a mesma nos dois casos; o que muda é a informação, o interesse e o respeito pela autonomia do outro. O teste é simples e severo: você ficaria confortável se a outra pessoa soubesse exatamente o que você está fazendo, e por quê? Se a técnica só funciona escondida, é manipulação. Vender bem é perguntar mais do que falar, entender o problema antes de propor e dizer quando não serve. Quem aceita perder a venda inadequada acaba vendendo mais, porque constrói confiança. E, para quem não se comove com o argumento moral, há o prático: quem manipula constrói uma dívida que um dia vence.
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