Prompts que funcionam: função, regras e contexto
Como o modelo interpreta um pedido, os sete blocos de um prompt profissional, o uso de personas e por que engenharia de contexto vale mais que criatividade.
Resumo da aula
- O ChatGPT não pensa como gente: ele reconhece padrão e responde ao que você deu.
- Então aquilo que você não disser, ele vai supor.
- Trate ele como profissional orientado: função, objetivo, regras, fontes, formato e critério de aprovação.
- E lembre que ele nunca assume responsabilidade pelo resultado. Essa é sua.
- Prompt profissional tem sete blocos: função, objetivo, contexto, regras, estilo, formato e tarefa.
- E engenharia de contexto vale mais que criatividade, porque o que decide é a exatidão das restrições.
Neste artigo
- Padrão, relação e resposta
- Contexto é tudo
- O anúncio refeito
- Onde a supervisão humana é obrigatória
- O poder da continuidade
- Velocidade, raciocínio e ferramentas
- Os sete blocos de um prompt profissional
- O prompt do concierge
- Personas
- A mesa de trabalho do ChatGPT
- Projeto, conhecimento e memória
- O workflow de seis etapas
- Workflow ou agente
O artigo é lido por partes. Use os botões abaixo para avançar — a aula em vídeo e a apresentação estão no curso, e o método completo, no livro.
Perguntas frequentes
Quais são os sete blocos de um prompt profissional?
Função (o papel que o modelo assume), objetivo (o resultado que se quer), contexto (a situação em volta), regras (o que ele nunca pode fazer), estilo (o tom), formato (a forma da saída) e tarefa (o que deve ser feito agora). Quando um desses blocos falta, ele não fica vazio: a inteligência artificial preenche a lacuna com uma suposição, e a suposição dela pode ser exatamente o contrário do que você faria. É por isso que um pedido como "faça um anúncio" devolve um anúncio genérico — a ferramenta respondeu exatamente o que foi perguntado.
Prompt longo funciona melhor do que prompt curto?
Não. A eficácia não vem do número de palavras, e sim da exatidão das restrições: um prompt de três páginas cheio de adjetivo rende menos que dez linhas com função, regras e formato bem definidos. O que decide o resultado é a engenharia de contexto — organizar contexto, conhecimento, memória e workflow —, não a criatividade da frase. Um caso particular é a persona: transformar o ChatGPT em um especialista que existe de verdade no seu trabalho melhora mais o resultado do que reescrever a pergunta, porque persona genérica devolve resposta genérica.
Em que situações a revisão humana é obrigatória?
A inteligência artificial repete padrão com consistência, mas não responde por nada do que produz. A revisão é obrigatória em dinheiro (valor, preço, cobrança, pagamento, número que vai para relatório), em dados pessoais (errar ali constrange e, no Brasil, tem lei em cima), em contrato (onde uma palavra trocada muda obrigação), em comunicação externa (tudo o que sai com o seu nome: mensagem para cliente, proposta, publicação) e em qualquer decisão que gere consequência, mesmo que pareça pequena. A regra é uma só: a inteligência artificial prepara, a pessoa confere, a pessoa envia.
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